Celebrado na primeira terça-feira de maio, neste ano no dia 5, o Dia Mundial da Asma reforça a importância do acompanhamento médico no tratamento da doença. A data ganha relevância diante de um cenário preocupante: segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou um aumento de 63% no número de internações por asma entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314 casos.
A asma é uma doença inflamatória que acomete os brônquios, estruturas responsáveis por transportar o ar da traqueia aos alvéolos do pulmão.
Entre os principais fatores de risco estão a exposição a poluentes ambientais e o histórico familiar, filhos de mães tabagistas, por exemplo, têm maior predisposição a desenvolver o quadro.
Os sintomas incluem falta de ar, aperto ou pressão no peito e chiado, que podem vir acompanhados de dor, tosse e dificuldade para dormir.
Além das internações, os dados do Ministério da Saúde revelam que o país registrou entre 2.552 e 2.755 óbitos anuais pela doença entre 2020 e 2024.
A população com 60 anos ou mais concentra o maior número de mortes: foram 1.643 falecimentos em 2020 e 1.771 em 2024, enquanto entre os menores de 59 anos os registros foram de 909 e 984, respectivamente.
Diante desse cenário, pneumologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), alertam para um comportamento comum que é acostumar-se com os sintomas. Segundo os especialistas, negligenciar as manifestações da doença pode agravar significativamente o quadro clínico do paciente.
A pneumologista responsável pelo ambulatório de asma do Iamspe, Dra. Flavia Filardo Vianna, explica que a doença se apresenta em crises, ou seja, os sintomas surgem e são controlados após o início do tratamento.
“No caso dos pacientes com quadro mais leve, a adesão é uma dificuldade importante. Eles deixam de tomar o medicamento e de realizar o acompanhamento médico assim que os sintomas melhoram. Isso prejudica o tratamento e a qualidade de vida”, sinaliza a especialista.
A asma dificulta a realização de atividades simples, como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. É comum pacientes se acostumarem com as limitações causadas pela doença, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, podendo piorar a intensidade das crises.
“Existem crises de asma em que a contração do brônquio exige a ventilação mecânica, porque o ar não entra, dificultando a oxigenação”, comenta.
Tratamento e cuidados
Ao surgirem os primeiros sintomas de uma crise de asma, o paciente deve buscar atendimento médico imediatamente. Em casos de maior desconforto, a orientação é procurar o pronto-socorro mais próximo. Com o quadro estabilizado, o acompanhamento passa a ser feito por um pneumologista em regime ambulatorial.
O tratamento da doença é realizado com medicamentos broncodilatadores e corticoides administrados por via inalatória, as populares “bombinhas”.
“A asma é uma doença crônica, isto é, não tem cura, mas controle. Porém, os pacientes precisam ter em mente que o quadro mata. Por isso, não podem baixar a guarda”, comenta.
Impacto das baixas temperaturas
As estações mais frias podem facilitar o desencadeamento de crises de asma. A situação é comum, mas não é regra. As baixas temperaturas e a baixa umidade do ar causam o problema porque resfriam a mucosa nasal e a dos brônquios, causando a broncoconstrição, mesmo movimento causado pela asma.
Os pneumologistas do Iamspe orientam a manter a medicação de controle da asma em dia, agasalhar-se bem, evitar ambientes fechados e empoeirados, além de manter a carteira de vacinação atualizada.
Com infromações da Agência de Notícias do Governo de SP
Foto: Divulgação















