Anvisa veta a venda de suplementos alimentares por irregularidades

Nesta segunda-feira (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação e da comercialização de produtos irregulares. 

Entre as medidas adotadas está a proibição do Suplemento Alimentar Newfit. Análises efetuadas pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelaram a presença de substâncias ativas não mencionadas no rótulo do produto: sibutramina, fluoxetina e furosemida. 

Diante disso, a Anvisa determinou a apreensão do produto, além de veto à sua propaganda, distribuição e consumo.

A Resolução também contemplou ações contra o Mounja Gummy, de responsabilidade da Bela Blue Beauty Ltda. Por não contar com cadastro, registro ou notificação junto à Anvisa, o item deve ser apreendido e fica impedido de ser fabricado, comercializado, distribuído, importado ou anunciado.

Falsificação 

A medida também prevê a apreensão do lote 10008808 do medicamento Trodelvy. A detentora do registro do produto, Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. informou desconhecer o lote, classificado como falsificado. 

Shark Pro 

A Anvisa também ordenou o recolhimento total de todos os suplementos alimentares fabricados pela marca Shark Pro.

Uma fiscalização efetuada pela Vigilância Sanitária municipal de Capivari (SP) apontou irregularidades severas nas Boas Práticas de Fabricação. 

Entre os problemas identificados estão a falta de controle de qualidade e a estocagem inadequada das matérias-primas, além da ausência de registros referentes à manutenção preventiva do maquinário.

Além disso, constatou-se a falta de estudos de estabilidade para os suplementos e a inexistência de regularização (notificação) de determinados produtos da marca.

Em razão dessas falhas, fica proibida qualquer atividade de fabricação, distribuição, propaganda e uso desses itens.

Foto: Reprodução/Anvisa