Operação da Polícia Federal foca no combate ao abuso sexual infantojuvenil digital em 10 estados

Nesta quinta-feira (25), a Polícia Federal iniciou a Operação Desmascarados para combater o abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital. 

A ação envolve o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais 10 estados brasileiros: AC, AL, AM, ES, GO, MG, PA, PE, RJ e SP.

A ofensiva recebe suporte da Polícia Civil de São Paulo, por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. 

Segundo as investigações, os criminosos criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passarem por menores de idade a fim de ganharem a confiança de crianças e adolescentes.

Após o contato inicial, os suspeitos convenciam as vítimas a gerar e enviar fotos íntimas, que eram então distribuídas em grupos virtuais e outras plataformas da internet.

Além disso, as autoridades apuram indícios de troca de mensagens sobre práticas criminosas e o compartilhamento de materiais de abuso sexual infantojuvenil.

No decorrer das apurações, os envolvidos podem ser responsabilizados por delitos como o armazenamento, a criação e a disseminação de conteúdos de abuso sexual contra menores, além de aliciamento digital, estupro de vulnerável e associação criminosa, sem prejuízo de outras infrações que venham a ser descobertas.

O objetivo central da mobilização é colher provas, localizar demais partícipes e cessar as atividades ilícitas, visando o fortalecimento da rede de proteção infantojuvenil.

A Polícia Federal enfatiza a necessidade de ações preventivas, recomendando que pais e tutores monitorem a navegação online de crianças e jovens para mitigar os perigos. 

Manter um canal de comunicação franco sobre segurança cibernética e instruir os menores a relatarem interações atípicas são estratégias fundamentais de salvaguarda.

Vale ressaltar que, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia”, instâncias internacionais priorizam nomenclaturas como “abuso” ou “violência sexual” contra crianças e adolescentes, por traduzirem melhor a severidade das condutas.

Foto: Ilustração