SUS começará a ofertar atendimento on-line de saúde mental a mulheres vítimas de violência

Em celebração ao mês das mulheres, o Governo Federal lançou uma iniciativa inovadora focada na saúde mental de mulheres vítimas de violência: a implementação, a partir deste mês, de um serviço nacional de teleatendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O objetivo é oferecer acolhimento, escuta e cuidado com a saúde dessas mulheres em momentos de grande vulnerabilidade.

O “pacote de cuidados” do Governo Federal inclui ainda outros serviços complementares, como reconstrução dentária para as vítimas de agressão e atendimento humanizado, focado na saúde integral das mulheres.

O anúncio do Ministério da Saúde, divulgado em 5 de março, está inserido nas atividades do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, uma iniciativa lançada pelo Governo do Brasil em 4 de fevereiro deste ano.

Para a ministra das mulheres, Márcia Lopes, essa articulação do Executivo é necessária para fortalecer o Pacto, transformando as diretrizes em ações efetivas e combate à violência letal contra as mulheres.

“É dever do Estado proteger, cuidar e fortalecer as mulheres. Sabemos como a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem fortemente a saúde mental das mulheres”, disse a ministra.

“Agora com esse atendimento oferecido pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem”, acrescentou.

Oferta do serviço

As capitais Recife e Rio de Janeiro vão ser as primeiras a oferecer o atendimento on-line em saúde mental, que será ampliado gradualmente.

Em maio, o serviço chegará às cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, em todo o país.

A expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano. A iniciativa é feita em parceria com instituições de apoio à gestão do SUS.

Acesso ao teleatendimento

O acesso ao atendimento on-line será feito por encaminhamento às Unidades Básicas de Saúde e serviços da rede de proteção ou diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que contará com um mini aplicativo voltado a esse atendimento específico.

Após o cadastro e uma avaliação inicial sobre a situação de violência, a mulher receberá a data e o horário do teleatendimento. A primeira consulta servirá para identificar riscos, necessidades e rede de apoio, integrando o atendimento psicológico aos demais serviços de saúde e assistência.

Fonte: Agência Gov

Foto: Jeronimo Gonzales/MS