Bancários de Bauru entram em estado de greve e paralisam atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20)

Diante do impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que não apresentou proposta de reajuste salarial ou de benefícios após oito rodadas de conversa, a categoria bancária realiza uma paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20).

Em Bauru e região, os trabalhadores aprovaram não apenas a paralisação do atendimento em todas as agências, mas também o estado de greve. 

A medida, deliberada em assembleia no dia 18 no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, serve de alerta às instituições financeiras, podendo culminar em greve por tempo indeterminado caso as reivindicações não sejam atendidas.

Programação das mobilizações em Bauru (Quinta-feira, 20)

Para o dia da paralisação, os bancários da região organizaram a seguinte agenda de atos:

  • 7h45: Concentração do pessoal do Banco do Brasil no Escritório Leve (Jardim Estoril).
  • 9h: Mobilização dos empregados da Caixa na Agência Bauru (Rua Gustavo Maciel).
  • 11h: Ato público unificado em frente à agência da Caixa na Avenida Getúlio Vargas.
  • Durante todo o dia: Paralisação completa das atividades bancárias.

Negociações

A recusa da Fenaban em assinar o termo de ultratividade, instrumento fundamental para assegurar a vigência dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos específicos durante o processo negocial, impulsionou a paralisação  e a deliberação do estado de greve. 

Às vésperas da data-base de 1º de setembro, a ausência de garantias coloca a categoria sob forte pressão, ampliando a vulnerabilidade dos trabalhadores diante do risco de retrocesso em conquistas históricas.

Reivindicações

A categoria denuncia a eliminação de 93,3 mil postos de trabalho desde 2015 e o fechamento de 42% das agências físicas, apontando uma precarização do atendimento através de correspondentes bancários. 

Diante disso, a FNB exige reajuste salarial com reposição histórica, PLR linear, o fim de metas abusivas e do assédio, além de novas contratações e a preservação dos bancos públicos e direitos conquistados.

Foto: Douglas Reis