Na última quinta-feira (21), o Ministério da Saúde divulgou um novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Teste Imunoquímico Fecal foi adotado como exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. De acordo com a pasta, o método apresenta sensibilidade entre 85% e 92% na identificação de possíveis alterações.
A medida tem potencial para ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce da doença a mais de 40 milhões de brasileiros. Atualmente, o câncer colorretal é o 2º tipo de câncer mais frequente no país, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
Detecção
O Teste Imunoquímico Fecal analisa amostras de fezes em busca de pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino.
Ao contrário dos métodos tradicionais de pesquisa de sangue oculto nas fezes, essa tecnologia utiliza anticorpos específicos para detectar sangue de origem humana, o que confere maior precisão ao diagnóstico.
Como o Teste funciona
O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.
Entre as principais vantagens do exame Teste Imunoquímico estão:
- não exige preparo intestinal;
- não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser feito com apenas uma amostra;
- é menos invasivo;
- tem maior adesão da população.
Com informações da Agência Gov
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil













