Ferramenta gratuita de autoexclusão de apostas já foi utilizada por mais de 1 milhão de pessoas no Brasil

Mais de 1 milhão de pessoas no Brasil já utilizaram a ferramenta gratuita que permite solicitar o bloqueio em todas as casas de apostas licenciadas do país. Qualquer cidadão brasileiro tem direito a esse recurso.

Desenvolvido pelo Serpro a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, essa funcionalidade faz parte do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), uma solução tecnológica focada no monitoramento, na regulação e na fiscalização do setor de apostas. 

O usuário tem a liberdade de definir a duração do impedimento, optando por um período pré-determinado ou por tempo indeterminado.

Passo a passo para solicitar a autoexclusão

Confira as etapas para realizar a solicitação do bloqueio no sistema:

  • Entre na Plataforma de Autoexclusão utilizando uma conta gov.br de nível prata ou ouro (o acesso não está disponível para contas de nível bronze);
  • Informar a motivação: Após efetuar o login, indique a razão pela qual está requisitando o impedimento;
  • Selecionar a duração: Determine a vigência do bloqueio, que pode ter um prazo estipulado ou ser por tempo indeterminado;
  • Aceitar os termos e concordar com as restrições: Efetuada a leitura e o aceite dos Termos de Uso, declare estar ciente de que, no período de suspensão, não haverá acesso a sites licenciados nem o recebimento de propagandas dessas empresas.

Para quem optar pelo bloqueio por tempo indeterminado, a solicitação de revogação só poderá ser feita após o prazo mínimo de 12 meses, acompanhada de um laudo de profissional de saúde que comprove a inexistência do transtorno de jogo.

Formas de bloqueio

O Sigap tem dois mecanismos de proteção. A autoexclusão parte da vontade do próprio apostador, que reconhece a necessidade de se afastar do jogo. Já o Módulo de Impedidos bloqueia automaticamente o CPF de beneficiários de programas sociais, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Um problema de saúde mental

A ludopatia, também conhecida como transtorno do jogo, caracteriza-se pela perda de controle sobre o hábito de apostar, gerando prejuízos aos meios financeiros, familiar e social do indivíduo. Na categoria de comportamentos aditivos, a condição é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como transtorno mental na CID-11.

Dados do Ministério da Saúde indicam um avanço expressivo desse problema no país: entre janeiro de 2018 e maio de 2025, os atendimentos na rede pública (SUS) relacionados ao jogo patológico registraram uma alta de 104%. 

Ao todo, foram contabilizados 10.553 assistências médicas no período, com maior incidência na faixa etária de 20 a 49 anos.

Com informações da Agência Gov

Foto: Divulgação