Pressão alta afeta um em cada três adultos no Brasil

A hipertensão arterial é um problema de saúde pública reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e atinge mais de 32% dos adultos brasileiros. Mas afinal, o que é pressão alta? 

A hipertensão é diagnosticada quando a pressão arterial fica persistentemente acima de 14 por 9 (140/90 mmHg). Valores entre 13 por 8 e 14 por 9 já indicam pré-hipertensão, um sinal de atenção. A pressão considerada normal é abaixo de 12 por 8 (120/80 mmHg).

O problema é que, na maioria das vezes, a doença não dá sinais. Segundo o cardiologista Clevanildo Brito Júnior, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa e é justamente por isso que o acompanhamento regular é tão importante.

Quando não tratada ou mal controlada, ela pode levar a complicações graves, como AVC, infarto, insuficiência cardíaca e problemas nos rins.

Medir a pressão com frequência, manter hábitos saudáveis e seguir as orientações médicas são os passos mais simples e mais eficazes para manter a pressão sob controle e evitar complicações sérias.

“A hipertensão arterial geralmente não apresenta sintomas, o que faz com que muitos pacientes só descobrem a doença quando já existem complicações. Medir a pressão regularmente é a principal forma de diagnóstico precoce e prevenção de eventos cardiovasculares graves”, explica o cardiologista.

O especialista destaca que, embora não tenha cura na maioria dos casos, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. 

“O tratamento adequado, associado à adoção de hábitos saudáveis, permite ao paciente manter a pressão sob controle e reduzir significativamente o risco de complicações”, afirma.

Nova diretriz

Uma atualização importante para quem tem hipertensão: as principais sociedades médicas do Brasil, Brasileira de Cardiologia (SBC), Brasileira de Nefrologia (SBN) e Brasileira de Hipertensão (SBH), lançaram uma nova diretriz sobre pressão arterial após cinco anos de elaboração.

A mudança mais significativa está na meta de tratamento. Antes, manter a pressão em até 14 por 9 era considerado suficiente para hipertensos.

Agora, o objetivo passou a ser mais rigoroso: a pressão deve ficar abaixo de 13 por 8, e essa recomendação vale para todos os pacientes com hipertensão, independentemente da idade, do sexo ou de outras doenças que a pessoa possa ter.

A medida acompanha uma tendência mundial. Condutas semelhantes já são adotadas nos Estados Unidos e na Europa, e todas apontam para o mesmo caminho: quanto mais controlada a pressão, menor o risco de complicações graves como infarto, AVC e insuficiência renal.

Com informações da Agência Gov

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