O programa Computadores para Inclusão, criado e mantido pelo Governo Federal por meio do Ministério das Comunicações, já destinou 847 equipamentos a instituições que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
As doações permitiram a criação de 81 pontos de inclusão digital, transformando a rotina de crianças, jovens e adultos, especialmente aqueles não verbais ou com dificuldades de comunicação, para quem os computadores se tornam ferramentas de expressão, aprendizado e interação.
“A inclusão digital é, acima de tudo, inclusão social. Quando levamos computadores e acesso à internet para pessoas com autismo, estamos garantindo igualdade de oportunidades e ampliando horizontes para o aprendizado e o desenvolvimento”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Especialistas apontam que recursos digitais podem ser decisivos no desenvolvimento de pessoas com autismo. Aplicativos e plataformas auxiliam na comunicação, criam rotinas visuais que trazem previsibilidade e oferecem conteúdos personalizados, tornando o aprendizado mais acessível e eficaz.
No Brasil, cerca de 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de autismo, segundo o IBGE. O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU e celebrado em 2 de abril, reforça a importância de ampliar políticas públicas voltadas à inclusão.
Quase 80 mil equipamentos entregues em todo o país
O alcance do programa vai além do público com TEA. Voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade, a iniciativa já entregou quase 80 mil equipamentos e implantou cerca de 6 mil pontos de inclusão digital em todo o Brasil, priorizando escolas, associações e centros de atendimento especializado.
Em dezembro de 2025, o programa atingiu a marca de 70 mil computadores doados, com a entrega de 30 máquinas à Escola Estadual Castro Alves, em Macapá (AP). Ao todo, mais de 700 mil pessoas tiveram suas vidas transformadas por meio do letramento digital e da capacitação profissional.
Além das máquinas doadas, o programa já criou 5,7 mil laboratórios de informática em escolas e associações de mais de 1,3 mil municípios brasileiros.
Mais de 74 mil alunos foram formados em cursos de informática, manutenção e novas tecnologias nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), onde as próprias máquinas são recuperadas pelos alunos em capacitação, o que garante uma profissão e abre portas para o mercado de trabalho.
A iniciativa também tem forte impacto ambiental: os CRCs já deram destinação adequada a mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos, com mais de 1,2 milhão de equipamentos descartados de forma sustentável.
O modelo é baseado na economia circular, equipamentos obsoletos de órgãos públicos são recondicionados e redistribuídos a escolas públicas, associações, centros socioeducativos, penitenciárias, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas.
Foto: Divulgação/Agência Gov
















