A violência se manifesta de diversas maneiras, muitas vezes começando sutilmente. Comportamentos como ofensas verbais, perseguição, controle exagerado e até mesmo danos materiais são formas de violência tipificadas na legislação brasileira, em especial na Lei Maria da Penha.
A psicológica é uma das formas mais frequentes de violência. Ela engloba ações que minam a autoestima da vítima, como humilhações, xingamentos e menosprezo. Além disso, manifestações de controle também a caracterizam, como o questionamento constante sobre as interações sociais e a localização da mulher.
Outros sinais de alerta incluem o ciúme desmedido, a tentativa de ditar regras sobre o vestuário ou a restrição de contatos sociais.
A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) de São Paulo, Cristiane Braga, explica que a violência pode atingir diferentes aspectos da vida da vítima.
“A violência contra a mulher abrange inúmeras condutas ofensivas à sua integridade, à sua moral, à sua sexualidade e ao seu patrimônio”, afirma ao programa 321 da Agência SP.
“Quando o autor fica observando todas as suas atitudes, questionando comportamentos, perguntando onde vai, com quem vai, com quem fala, isso é um sinal de que a mulher está sendo subjugada”, explica.
A violência física é outra forma recorrente, através de agressões como empurrões, tapas, socos ou chutes. É importante ressaltar que tais atos podem configurar crime, mesmo que não resultem em lesões visíveis.
A legislação também reconhece a violência patrimonial, que ocorre quando o agressor destrói ou danifica bens da mulher, como quebrar o celular ou danificar o carro. Já a violência moral aparece em situações de ofensas e insultos que atingem a honra da vítima.
Além disso, a perseguição, conhecida como stalking, também é crime e ocorre quando o agressor passa a monitorar ou seguir a mulher de forma insistente, gerando medo e sensação constante de insegurança.
“Na verdade, a violência doméstica é silenciosa e progressiva e muitas vezes a mulher não consegue perceber, naquele cenário, que ela é vítima”, afirma a delegada.
Identificar os primeiros sinais é fundamental. Fala desrespeitosa, perseguição, ciúme excessivo, tentativa de controlar a rotina ou qualquer forma de agressão física devem ser encarados como alertas.
SP Por Todas
Para dar visibilidade à rede de proteção a elas, o Estado de São Paulo mantém de forma permanente o movimento SP Por Todas. O objetivo é levar informação para as mulheres e fortalecer políticas públicas para promover segurança, autonomia financeira e saúde.
O Estado aumentou as opções para que mulheres denunciem a violência doméstica. O boletim de ocorrência, essencial para acionar a rede de apoio e possibilitar a identificação e punição do agressor, pode ser registrado de diversas formas: em casa, utilizando o celular, ou presencialmente nas delegacias de polícia com suporte policial. O registro está acessível através do aplicativo SP Mulher Segura, na delegacia online da Secretaria de Segurança Pública e diretamente nas delegacias físicas.
É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinados no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
A Cabine Lilás também dá informações que auxiliem a mulher a interromper o ciclo da violência. Quando uma vítima entra em contato com o número 190, a chamada passa por uma triagem para avaliar se o risco é iminente. Se a violência estiver ocorrendo naquele momento, uma equipe policial é enviada para garantir a segurança da mulher.
Fonte: Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
Foto: Copom















