Fundação CASA em Bauru oferece cultivo de alface e cebolinha como atividade prática a adolescentes privados de liberdade

Na Fundação CASA Nelson Mandela, em Bauru, adolescentes em medida socioeducativa têm trocado o pátio pelo contato direto com a terra. Ao final da tarde, após as obrigações escolares, o grupo se dedica à horta pedagógica do centro, organizam as mudas, utilizam a enxada e planejam as regas enquanto projetam as futuras colheitas.

A iniciativa, que já fazia parte da unidade, foi impulsionada por um novo ciclo de cultivo de cebolinha e alfaces (lisa e crespa). Para participar, os jovens precisam demonstrar interesse voluntário e ter cumprido ao menos 3 meses de medida socioeducativa.

As atividades ocorrem em grupos de até 5 integrantes, que se envolvem em todos os processos, desde a preparação do solo e irrigação cotidiana até a pintura de estruturas e montagem de telas de proteção. 

O aprendizado é coletivo e as funções são rotativas, promovendo o compartilhamento de ferramentas e deveres.

Integrada à proposta pedagógica, a horta utiliza o trabalho prático para desenvolver paciência, disciplina e cooperação. 

Os jovens aprendem sobre a conexão entre dedicação e resultados concretos. Cada planta exige um compromisso diário, qualquer descuido torna-se visível no canteiro, servindo como uma lição prática de responsabilidade.

Aluísio José Lopes Filho, agente de apoio socioeducativo do CASA Nelson Mandela, relata que a atividade está mostrando o compromisso dos jovens.

“A participação dos nossos jovens tem sido muito boa. O momento que mais chamou atenção foi o plantio, foi quando eles se envolveram de forma mais intensa, com dedicação em cada etapa”, conta.

Para um dos adolescentes participantes, a rotina dos cuidados com a terra oferece mudanças positivas ao corpo.

“Está me ajudando a ficar mais calmo. Me dá ânimo, mas me cansa bastante, e quando chego no quarto, durmo super bem e rápido”.

Oswaldo Caetano Junior, presidente interino da Fundação CASA, observa que o protagonismo dos jovens na manutenção da horta permite visualizar os resultados práticos da medida socioeducativa.

“Quando a equipe conta que eles combinam horário, cobram uns aos outros e fazem questão de ir até o canteiro, fica claro que não é só sobre plantar alface. É sobre criar compromisso, aprender a dividir tarefa, ter um motivo para levantar da cama sabendo que alguém conta com o que ele faz aqui dentro”, afirmou.

Sobre a Fundação CASA

A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, executa medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). 

Atende adolescentes e jovens de 12 a 21 anos incompletos no Estado de São Paulo, executando medidas de privação de liberdade e semiliberdade determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo direitos previstos em lei, com foco na humanização e na reinserção social. Mais informações: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.

Com informações da Imprensa – Fundação CASA 

Foto: Divulgação