Nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) sobre o El Niño/La Niña indica intensificação do fenômeno até o final de 2026.
De acordo com a última atualização do NOAA/CPC, em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) ultrapassaram os 3°C no Pacífico Equatorial Leste. Esse aumento, somado a outros índices de medição, aponta para uma intensificação constante do El Niño até o fim de 2026.
Conforme dados repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), há probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul.
Há ainda 75% de probabilidade de que seja o El Niño mais forte já registrado desde 1950, considerando o trimestre outubro-novembro-dezembro de 2026.
Impactos na pesca e na aquicultura
A vida dos trabalhadores e trabalhadoras podem ser impactadas diretamente pelo fenômeno, devido às mudanças nas condições de chuva, temperatura e disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil:
- Norte e Nordeste: previsão de chuvas abaixo da média pode reduzir os níveis dos rios, afetando a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água;
- Sul: chuvas acima da média podem aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura;
- Demais regiões: temperaturas elevadas podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.
O El Niño modifica os padrões de circulação atmosférica e pode aumentar ou reduzir a probabilidade de determinados comportamentos de chuva e temperatura. No entanto, a ocorrência e a intensidade de eventos específicos dependem também da interação com outros sistemas meteorológicos, como frentes frias, ciclones, sistemas convectivos e massas de ar.
Da mesma forma, um El Niño mais intenso não significa automaticamente impactos mais severos em todas as regiões do Brasil.
Episódios mais intensos podem aumentar a probabilidade de certos impactos, mas sua ocorrência e magnitude dependem da interação entre fatores atmosféricos e oceânicos, além das condições já estabelecidas em cada região. O INMET ressalta que um El Niño mais intenso não implica, necessariamente, impactos mais severos, embora possa aumentar a probabilidade de determinados eventos.
Recomendação
Diante da perspectiva de intensificação do El Niño nos próximos meses, a principal recomendação é acompanhar continuamente as informações oficiais.
O cenário climático é importante para a preparação e o planejamento, mas é o monitoramento contínuo, por meio de previsões do tempo e avisos meteorológicos, que permite acompanhar a evolução de eventos específicos e antecipar situações potencialmente severas.
Com informações do INMET e do Ministério da Pesca e Aquicultura
Foto: Divulgação














