Durante a 40ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Bauru, realizada na quarta-feira (04/11), os parlamentares apresentaram as pautas consideradas prioritárias para o município e defenderam a realização de reuniões de alinhamento entre o Poder Executivo e o Legislativo.
Um dos destaques foi o vereador Eduardo Borgo (Novo), que relatou a crise de escassez de vagas nas unidades de saúde locais. De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, 39 pessoas foram a óbito nos últimos dois meses enquanto aguardavam por internação, das quais 16 necessitavam especificamente de leitos de UTI.
Borgo estabeleceu um paralelo entre a situação da saúde e os desdobramentos da operação Cavalo de Troia, deflagrada pelo Gaeco. A investigação aponta o desvio de aproximadamente R$ 4 milhões em propinas e pagamentos ilícitos no certame da concessão do lixo em Bauru.
Conforme estimativas do vereador, esses recursos seriam suficientes para financiar 1.071 diárias de UTI com base na tabela do SUS.
“Digo isso para todos entenderem que corrupção mata”, enfatizou.
Posicionamento sobre a OAB-Bauru
O parlamentar abordou ainda a nota de repúdio emitida pela OAB-Bauru em razão de declarações que ele proferiu contra Jeferson Machado, advogado da prefeita Suéllen Rosim, durante reunião da “CP do Lixo”. Borgo informou que formalizará uma representação junto à OAB por entender que o advogado incorre em infração ética decorrente de conflito de interesses, questionando se a atuação de Machado ocorre em defesa da prefeita ou de seu esposo, Renato Purini, que se encontra preso.
Foto: Divulgação/Câmara de Bauru












