Ao completar 18 anos de existência, a Lei Seca se estabelece como um marco fundamental para a segurança nas estradas brasileiras.
Desde sua criação em 19 de junho de 2008, a legislação tem reforçado a intolerância à mistura de álcool e direção, aumentando a consciência sobre os riscos e reiterando o dever estatal com a proteção da vida.
O impacto da legislação é evidenciado pelos números, foram 3,7 milhões de infrações totais, com 1,26 milhão por consumo de substâncias e 2,45 milhões por recusa ao bafômetro, uma média nacional de 23 multas a cada hora.
As tendências recentes mostram que, embora as infrações por álcool tenham recuado 21% desde o pico de 2019, as recusas ao teste subiram entre 2024 e 2025. O ano de 2020 registrou uma queda superior a 30% em ambos os casos devido à pandemia.
Mais do que uma ferramenta punitiva, a lei evoluiu para uma política pública que fomenta a responsabilidade individual e uma cultura de prevenção no trânsito.
O perfil majoritário dos infratores é composto por homens (2,7 milhões de multas), na faixa dos 30 aos 39 anos (41% do total) e com pouco tempo de estrada, possuindo entre 0 e 5 anos de habilitação.
Maiores ocorrências
De acordo com o Sistemas de Informação e Estatística da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o maior volume de infrações se concentra nos meses de fevereiro e dezembro, impulsionado pelo Carnaval e pelas celebrações de final de ano.
Na análise semanal, o domingo registra o maior índice de ocorrências, com o sábado ocupando a 2ª posição. Quanto aos dias do mês, nota-se uma maior incidência entre os dias 26 e 31, seguida pelo intervalo de 21 a 25.
No recorte por horário, a madrugada (das 0h às 5h59) é o período mais crítico, respondendo por 52% das recusas ao bafômetro.
Geograficamente, São Paulo lidera o ranking estadual de autuações, seguido por Minas Gerais, que apresenta um volume de registros proporcionalmente elevado em comparação à sua população.

Dezoito anos depois da criação da Lei Seca, os dados mostram que a combinação entre álcool e direção continua sendo um desafio para a segurança viária brasileira.
Para o coordenador-geral de Sistemas de Informação e Estatística da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), Pedro Barbosa, a preservação de vidas continua sendo o principal propósito da legislação.
“A Lei Seca vai além das penalidades previstas na legislação. Ela representa um compromisso permanente com a preservação de vidas e com a construção de uma cultura de responsabilidade no trânsito”, destaca.
Com informações da Agência Gov e do Sistemas de Informação e Estatística da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran)
Foto: PortalNiterói Notícias/Reprodução















