A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou nesta terça-feira (06) o índice de preços de imóveis anunciados, que fechou 6,52% mais caro em 2025, realizado em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e Olx).
O índice de 6,52% ficou acima da inflação, tornando mais caro a compra de imóveis. O valor foi a 2º maior variação dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas do resultado de 2024, que fechou em 7,73%.
Para Paula Reis, economista do Grupo OLX, o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira:
“O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias”, diz.
O cálculo
As variações dos preços são calculadas pela Fipe com base em informações de anúncios de imóveis para venda e locação de imóveis nos portais do Grupo OLX.
No caso dos índices de venda e locação residencial, os resultados acompanham os preços de apartamentos prontos em até 56 cidades, incluindo 22 capitais.
Já no caso dos índices de venda e locação comercial, as informações dizem respeito aos preços de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² em 10 cidades selecionadas.
Balanço de 2025
Imóveis com 1 dormitório tiveram uma valorização média de 8,05%, em constraste de imóveis com 4 dormitórios ou mais, com 5,34%.
Entre as capitais, as maiores altas de valores ocorreram em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).
Em 2025, a valorização dos imóveis abrangeu todas as 56 cidades monitoradas pelo FipeZap, incluindo as capitais, confira:
- Salvador (+16,25%);
- João Pessoa (+15,15%);
- Vitória (+15,13%);
- São Luís (+13,91%);
- Fortaleza (+12,61%);
- Belo Horizonte (+12,03%);
- Belém (+11,75%);
- Natal (+9,26%);
- Curitiba (+9,08%);
- Florianópolis (+8,65%);
- Cuiabá (+6,41%);
- Teresina (+6,26%);
- Maceió (+6,18%);
- Porto Alegre (+5,39%);
- Rio de Janeiro (+5,21%);
- Campo Grande (+5,20%);
- Recife (+4,57%);
- São Paulo (+4,56%);
- Manaus (+4,29%);
- Brasília (+4,05%);
- Goiânia (+2,55%);
- Aracaju (+2,23%).
Preço Médio
A partir dos anúncios online de imóveis residenciais (apartamentos prontos),o preço médio final calculado pela FipeZap foi de R$ 9.611/m². Com base nesses dados, um apartamento de 50 m² custou, em média, R$ 480,5 mil.
Imóveis com 1 dormitório apresentaram o maior preço médio R$ 11.669/m², enquanto as unidades com 2 dormitórios registraram o menor valor R$ 8.622/m².
A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde o metro quadrado custa, em média, R$ 14.906. Um apartamento de 50 m², por exemplo, sai por R$ 745,3 mil no município.
Vitória, capital do Espírito Santo, apresentou o maior preço médio no mês, R$ 14.108/m². Sendo seguida por:
- Florianópolis (R$ 12.773/m²);
- São Paulo (R$ 11.900/m²);
- Curitiba (R$ 11.686/m²);
- Rio de Janeiro (R$ 10.830/m²);
- Belo Horizonte (R$ 10.642/m²);
- Maceió (R$ 9.836/m²);
- Brasília (R$ 9.754/m²);
- Fortaleza (R$ 8.963/m²);
- São Luís (R$ 8.617/m²);
- Recife (R$ 8.446/m²);
- Belém (R$ 8.341/m²);
- Goiânia (R$ 8.139/m²);
- Salvador (R$ 7.972/m²);
- João Pessoa (R$ 7.970/m²);
- Porto Alegre (R$7.505/m²);
- Manaus (R$ 7.189/m²);
- Cuiabá (R$ 6.801/m²);
- Campo Grande (R$ 6.330/m²);
- Natal (R$ 6.146/m²);
- Teresina (R$ 5.789/m²);
- Aracaju (R$ 5.282/m²).
Com informações da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
Foto: Yelena Rodriguez Mena









