Nesta terça-feira (03), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que encerrou 2025 com um crescimento de 2,3%.
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita atingiu R$ 59.687,49, apresentando um aumento real de 1,9% em comparação com 2024. O crescimento foi impulsionado pelas três atividades econômicas analisadas nas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).
“Quatro atividades: Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do Valor Adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista”, relata Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
O que é o PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região, durante um período específico. Esse dado é fundamental para analisar o desempenho da economia, seja de um país, estado ou município, e permite realizar comparações internacionais.
Para o cálculo do PIB, são utilizadas diversas pesquisas que cobrem setores importantes, como comércio, serviços e indústria.
Embora o PIB seja útil para entender a economia de um país, ele não reflete aspectos cruciais como a distribuição de renda e a qualidade de vida. Consequentemente, um país pode apresentar um PIB elevado e, ainda assim, ter um padrão de vida relativamente baixo, ou o oposto: um PIB modesto acompanhado por uma altíssima qualidade de vida para seus habitantes.
Em 2025, o setor de Serviços apresentou um crescimento generalizado, com todas as atividades em alta. Os destaques foram: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Já na Indústria, o panorama foi misto. A extração de petróleo e gás impulsionou as Indústrias Extrativas, que registraram uma alta significativa de 8,6% no valor adicionado. A Construção também contribuiu positivamente, variando 0,5% no ano. Em contraste, as Indústrias de Transformação (-0,2%) e o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) encerraram o ano com variações negativas.
Fonte: Agência Gov
Foto: Reuters/Rodolfo Buhrer
















