No último domingo (7), grandes manifestações contra o feminicídio ocorreram em todo o Brasil. A mobilização foi impulsionada pelo crescente número de feminicídios e pela intensificação da misoginia nos últimos tempos, evidenciando o grave problema de violência de gênero e discurso de ódio contra as mulheres que o país ainda precisa enfrentar e combater.
As manifestações ressaltaram a urgência de reconhecer a misoginia como crime, tratando-a como questão jurídica, social e institucional, pauta central do movimento Levante Mulheres Vivas. As manifestações de ódio ampliam as formas de violência de gênero, e diariamente novos casos de agressões, ameaças e feminicídios são revelados no país.
Em Bauru, a caminhada aconteceu na Avenida Getúlio Vargas e a manifestação reuniu segmentos como a OAB, coletivos feministas, entidades de direitos humanos, movimentos estudantis, lideranças comunitárias, políticas e cidadãs comprometidas com a construção de uma cidade e de um país onde todas possam viver com segurança e dignidade.
Discursos
Na capital paulista, a manifestação lotou a Avenida Paulista, com grande quantidade de faixas e cartazes carregados pelas manifestantes.
“Vim hoje porque acho que é muito importante tornar visível a questão de quanto a misoginia fere o direito da mulher de existir, a nossa verdade de viver. Eu acho que tudo começa aí. Ela é tudo que fere a liberdade da mulher”, disse a professora Jessica Torres, 39 anos, à Agência Brasil.
“Por isso é importante que os professores abordem com livros, atividades, com carinho e cuidado, demonstrem o que são atitudes misóginas. É uma coisa que pode ser leve, entende? A gente não está aqui para ser agressivo, a gente só quer poder ser livre”, acrescentou.
Foto: Camila Fernandes











