Nesta quinta-feira (14), alguns países europeus enviaram um número limitado de militares para a Groenlândia. Dinamarca e seus aliados trabalharam em exercícios militares para mostrar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que há segurança na ilha, em meio as tentativas de Trump de anexá-lá.
Diante das declarações da Groenlândia e da Dinamarca de que a ilha não está à venda e de que ameaças de uso da força são imprudentes, países importantes da União Europeia manifestaram apoio aos dinamarqueses.
Muitos líderes europeus alertam que uma tomada militar da ilha pelos EUA poderia significar, na prática, o fim da OTAN, reforçando que questões de segurança devem ser resolvidas entre aliados.
Defesa
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que cerca de 200 soldados americanos estão estacionados na Groenlândia, país que tem uma população de aproximadamente 57.000 habitantes.
Antes do encontro com os EUA, a Groenlândia e a Dinamarca afirmaram ter começado a aumentar sua presença militar na Groenlândia e arredores, em cooperação com os aliados da OTAN, como parte de sua promessa de reforçar a defesa do Ártico.
Olivier Poivre d’Arvor, embaixador da França na Polônia, disse que a França enviaria cerca de 15 especialistas em montanhismo para a Groenlândia. A Suécia enviaria 3 oficiais e a Noruega, 2.
Segundo Marc Jacobsen, professor associado da Escola Real de Defesa da Dinamarca, o destacamento militar europeu na Groenlândia representa uma mensagem para a administração dos EUA:
“Há duas mensagens… uma é para dissuadir, para mostrar que ‘se vocês decidirem fazer algo militarmente, estamos prontos para defender a Groenlândia'”, disse.
“E o outro objetivo é dizer: ‘Bem, levamos suas críticas a sério, aumentamos nossa presença, zelamos por nossa soberania e aprimoramos a vigilância sobre a Groenlândia’.”
Com informações da Reuters
Foto: REUTERS/Janis Laizans













