Na tarde desta sexta-feira (13), a Câmara Municipal promoveu uma Audiência Pública que tratou do projeto de um Hospital Municipal para Bauru e da situação da saúde na cidade. De iniciativa do vereador Eduardo Borgo (Novo), o evento contou com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Márcio Cidade Gomes, convocado para a audiência, e dos vereadores Arnaldinho Ribeiro (Avante), Junior Lokadora (Podemos), Junior Rodrigues (PSD) e Márcio Teixeira (PL).
O secretário Márcio Cidade Gomes começou sua fala afirmando que não acredita que, no quesito saúde, Bauru se diferencie da maioria dos municípios de São Paulo. Ainda assim, pondera que a responsabilidade pela área é das três esferas de poder: federal, estadual e municipal.
No entanto, ele explicou que, apesar das responsabilidades repartidas, no caso de Bauru, a titularidade dos leitos hospitalares, inclusive de UTI, é do governo do Estado de São Paulo. “O Estado detém todos esses leitos, seja em hospitais próprios, seja em hospitais contratados”, esclareceu.
O secretário também explicou que o projeto do Hospital Municipal não prevê leitos de UTI, uma vez que será um Hospital Dia – ou seja, que fecha no período da noite e o paciente não pernoita. Segundo o Secretário, leitos de UTI não cabem nesse modelo. A ideia é que o Hospital Municipal tenha 60 leitos para cirurgia e internações de baixa e média complexidade:
“Um Hospital Dia cirúrgico com 60 leitos, se for bastante eficiente iniciando sua jornada às 6h e indo até às 20h, conseguiria girar em um leito único três pacientes. Para não forçar muito, pelo menos dois pacientes. Isso significa 120 pacientes sendo operados por dia. Você esgotaria filas em um curto período de tempo”, previu.
Apesar de estar sendo chamado de Hospital Municipal, Márcio Cidade também esclareceu que isso significa apenas que o município tem sua titularidade, e não que ele vai atender exclusivamente aos bauruenses. E completou esclarecendo que não existe o conceito de um hospital público que atenda somente moradores de uma única cidade, uma vez que os recursos para seu custeio vêm do município, mas também do Estado e da União.
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