A Corrida Internacional de São Silvestre chega à sua 100ª edição em 2025, nesta quarta-feira, 31 de dezembro, reunindo mais de 50 mil corredores nas ruas de São Paulo — o maior número de participantes da história da prova.
A corrida tem percurso oficial de 15 quilômetros e largada na Avenida Paulista, com chegada nas proximidades do Parque do Ibirapuera, passando por alguns dos principais cartões-postais da capital paulista. O evento contará com largadas em ondas, organizadas por categorias e níveis técnicos.
A programação tem início às 7h25, com a largada dos atletas cadeirantes e demais pessoas com deficiência (PCDs). Em seguida, às 7h40, largam as mulheres da elite. Já a elite masculina entra na avenida às 8h05, dividida em dois pelotões (A e B). Após as elites, largam os demais corredores amadores.
Criada em 1925 pelo jornalista Cásper Líbero, a São Silvestre nasceu após ele assistir a uma corrida noturna em Paris e decidir trazer a ideia para o Brasil. A primeira edição foi disputada na noite de 31 de dezembro de 1925, com 48 atletas na largada e vitória de Alfredo Gomes, primeiro atleta negro a representar o Brasil em uma Olimpíada.
Ao longo de um século, a prova se transformou em um dos eventos esportivos mais tradicionais do país. Tornou-se internacional em 1945 e passou a contar com mulheres a partir de 1975. Grandes nomes do atletismo brasileiro marcaram a história da competição, como José João da Silva, campeão em 1980, Marilson Gomes dos Santos, tricampeão, e Maria Zeferina Baldaia, vencedora em 2001.
Além da prova principal, a São Silvestre mantém seu caráter democrático ao receber atletas profissionais, amadores, PCDs e cadeirantes. O evento também conta com a São Silvestrinha, voltada para crianças e adolescentes, realizada em data e local diferentes.
Mais do que uma competição esportiva, a São Silvestre representa tradição, superação e celebração, encerrando o ano com milhares de corredores ocupando as ruas da capital paulista.









