A partir de fevereiro, bebês prematuros e com comorbidades poderão receber a vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento oferecido é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença. O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata.
São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades que atingem bebês de até 2 anos de idade, estão:
- Problemas como doença pulmonar rônica da prematuridade (broncodisplasia);
- Cardiopatia Congênita;
- Anomalias congênitas das vias aéreas;
- Doença neuromuscular;
- Fibrose Cística;
- Imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida;
- Síndrome de Down.
300 mil doses
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para todo o país. O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.
Ocorrências
Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.
Tratamento
Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.
Fonte: Agência Gov
Foto: Divulgação/Governo de SP
















