As inscrições do Projeto Defensoras Populares, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ficarão abertas até 18 de janeiro.
O projeto é pensado para mulheres em situação de vulnerabilidade que atuam como lideranças comunitárias. O objetivo é na formação dessas mulheres em áreas dos direitos humanos, visando fortalecer trabalhos já existentes nessas comunidades e promover o acesso à justiça aos territórios.
A seleção contemplará 600 candidatas, sendo 120 em cada um dos estados da Bahia, de Minas Gerais, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de São Paulo. As selecionadas participarão de um percurso formativo com duração de oito meses, que inclui a oferta de formação especializada, a concessão de bolsa mensal de R$ 700 e o fortalecimento das redes comunitárias.
A inscrição é feita exclusivamente online e está disponível no edital, que pode ser acessado através do link. Para se inscrever, é necessário que a candidata:
. Se e identifique como mulher (cis ou trans);
. Seja maior de 18 anos;
. Resida no estado onde fará o curso;
. Tenha acesso à internet (mesmo que no celular) e um endereço de e-mail;
. Tenha disponibilidade para participar de encontros online e presenciais durante oito meses;
. Realize ações de multiplicação de conhecimento na comunidade;
. Tenha vivido situações de violência, ou more em territórios de vulnerabilidade social e/ou econômica, ou atue em movimentos sociais ou grupos culturais de sua comunidade.
As inscrições ocorrem via formulários específicos por estado, nos quais as candidatas devem preencher dados, anexar documentos e apresentar sua motivação em texto, áudio ou vídeo. O processo seletivo terá duas etapas: a verificação documental, de caráter eliminatório, e a avaliação de trajetória, de caráter classificatório.
O resultado será divulgado em fevereiro do próximo ano, quando o curso terá início. Cada turma contará com mulheres que já atuam como lideranças em suas comunidades e que, ao longo da formação, serão capacitadas para atuar como multiplicadoras de direitos, identificando violações, orientando outras mulheres e aproximando suas comunidades dos mecanismos de justiça.
Fontes: Agência Brasil e Gov.br









