Na noite de sábado (04), a Basílica de São Pedro foi palco da missa de vigília da Páscoa presidida pelo Papa Leão XIII, que conduziu católicos do mundo inteiro à celebração da noite mais sagrada do calendário cristão, quando, segundo a Bíblia, Jesus ressuscitou dos mortos.
Durante a cerimônia, o pontífice batizou 10 adultos convertidos ao catolicismo e dirigiu sua homilia a milhares de presentes na maior igreja da cristandade.
O primeiro papa norte-americano da história aproveitou o momento para fazer um apelo à esperança diante dos conflitos globais. Sem citar nenhuma guerra específica durante a cerimônia, Leão alertou que a desconfiança e o medo têm sido capazes de:
“romper os laços entre nós por meio da guerra, da injustiça e do isolamento de povos e nações”. Em seguida, exortou: “Não nos deixemos paralisar!”. Como exemplo de caminho, o papa convocou os fiéis a seguirem os santos que, segundo ele, lutaram por justiça para que “os dons da Páscoa, de harmonia e paz, possam crescer e florescer em todos os lugares”.
Críticas à guerra
Leão tem se tornado uma voz cada vez mais contundente contra a guerra com o Irã nas últimas semanas. No domingo anterior, o papa afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e têm “as mãos cheias de sangue”.
Na terça-feira, foi além e fez um apelo direto ao presidente Donald Trump, instando-o a encontrar uma “saída” para encerrar o conflito.
As celebrações da Páscoa foram encerradas no domingo de manhã, com uma missa na Praça de São Pedro. Na ocasião, o papa proferiu sua bênção e mensagem especial, que tradicionalmente costuma fazer um importante apelo de alcance internacional.
Fonte: REUTERS
Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane









