Na noite de terça-feira (11), a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei que extingue a Fundação para o Remédio Popular (Furp), criada em 1968. O projeto de lei foi proposto pelo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Os 490 funcionários da instituição, que produz remédios para o SUS, serão incorporados pela Secretaria da Saúde e devem atuar nas mesmas funções no Instituto Butantan. Segundo o Instituto Butantan, a Furp produz hoje 30 tipos de medicamentos.
O projeto foi aprovado por votação simbólica, com algumas alterações, como a retirada da alienação dos imóveis da Furp, conforme pedido da oposição.
Afirmações dos Deputados
O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, justificou que a extinção da fundação é na busca de deixar mais eficiente os gastos públicos e a redução de despesas correntes. Ele afirma que a fundação apresentou déficit contínuo entre 2011 e 2023.
O deputado Donato lembrou a falta de insumos durante a pandemia de Covid-19 para defender a permanência da FURP. Ele explica que o Instituto Butantan tem uma missão preventiva, a de prevenção de vacinas. Enquanto a FURP tem missão curativa com a produção de remédios.
A FURP
A Furp é um laboratório público do governo de São Paulo. E tem como objetivo suprir as lacunas no abastecimento e na oferta de remédios a preços acessíveis.
A instituição possui duas fábricas no estado: em Guarulhos, inaugurada em 1984, e a de Américo Brasiliense, construída em 2009. Nas fábricas são produzidos comprimidos, cápsulas, cremes, pomadas e injetáveis que abastecem todo o país por meio do SUS.
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