Manifestantes indígenas fazem protesto em área restrita na COP30

Um grupo de manifestantes indígenas e integrantes de movimentos sociais violaram as barreiras de segurança da COP30, realizada em Belém, e tentaram entrar na área mais restrita do evento, a chamada Zona Azul, na noite desta terça-feira (11). 

A Zona Azul é a área onde circulam as principais autoridades do evento e local onde ocorrem as negociações da conferência. O acesso só é possível para quem tem credenciamento. 

Motivação

Os manifestantes protestavam contra as restrições do evento, a exploração do petróleo, o grande espaço dado a empresas poluidoras  e a financeirização do meio ambiente. 

Quilombolas e indígenas relatam a falta de representação dentro da Conferência Mundial, visto que o Governo liberou apenas 4 credenciais às entidades. 

Para movimentos populares, a COP30 é um espaço que não permite a participação dos principais afetados pela crise ambiental, mas que debate com empresas e países poluidores. 

Em entrevista concedida ao veículo Alma Preta, Silvia Guerreiro, membro do coletivo Juntas, relatou que a manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e que pode dar visibilidade aos povos indígenas.

“As nossas principais pautas são contra a privatização do rio Tapajós-Arapiuns, contra o petróleo — [exploração] na margem da Foz do Amazonas —, contra a financeirização da floresta, pelo TFFF […] e contra a COP, principalmente a Blue Zone (Zona Azul). É um espaço restrito, a gente sabe que os movimentos sociais também não participam”, afirma Silvia.

Após a manifestação, seguranças armados com fuzis foram colocados próximo ao pavilhão central. 

Foto: Mauro Ângelo