Franceschetti é condenado a 22 anos de prisão pela morte de Claudia Lobo

O ex-presidente da Apae Bauru, Roberto Franceschetti Filho, foi considerado culpado pela morte da ex-secretária da entidade Claudia Lobo e condenado a 22 anos e seis meses de prisão. A decisão foi tomada pelos jurados no começo da noite desta sexta-feira (10), após dois dias de julgamento e intensos debates entre acusação e defesa no Fórum de Bauru.

O outro réu, Dilomar Batista, também foi julgado no mesmo processo. Ele também foi considerado culpado, mas sua pena é de 1 ano e 6 meses, substituída por duas penas restritivas de direito.

Desta forma foi encerrado um dos julgamentos mais discutidos dos últimos tempos na cidade e que teve repercussão nacional. Franceschetti respondia por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima), ocultação de cadáver e fraude processual, crimes relacionados à morte de Claudia, desaparecida em agosto de 2024 e cujo corpo nunca foi localizado.

O Júri Popular teve início em 9 de outubro de 2025, no Fórum de Bauru. Ao longo dos dois dias de sessão, passaram pelo plenário testemunhas, peritos, delegados e os próprios réus, em um julgamento acompanhado de perto por familiares e pela imprensa local.

A decisão marca o desfecho de um caso que expôs bastidores sombrios de poder e manipulação dentro de uma instituição filantrópica reconhecida na cidade e região.

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