Na manhã desta quarta-feira (24), a Câmara Municipal promoveu uma Audiência Pública que abordou o trabalho realizado pelo Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase no Brasil (Morhan) e os desafios que ainda cercam a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença na rede básica de saúde, inclusive no município de Bauru. O encontro foi organizado pela vereadora Estela Almagro (PT), que presidiu a reunião.
Convocados para a audiência, o secretário municipal de Saúde, Márcio Cidade Gomes, e a secretária municipal de Assistência Social, Lúcia Rosim, estiveram no Plenário, assim como representantes do Serviço de Orientação e Prevenção do Câncer (SOPC), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, e do Morhan.
Na abertura da audiência, Artur Custódio, assessor da coordenadoria nacional do Morhan e do Gabinete de Atenção Pirmária à Saúde do Ministério da Saúde, expôs o histórico do movimento, criado em 1981, e perpassou episódios que demonstram a negligência e o preconceito que ainda circundam a hanseníase no Brasil.
Um dos pontos abordados por Custódio foi a instituição dos hospitais-colônia como política do Estado brasileiro no início do século XX. Medida que, por décadas, promoveu o isolamento compulsório de pessoas acometidas pela doença. Inclusive no município de Bauru, que abrigou o Asilo Colônia Aimorés, localizado onde hoje funciona o Instituto Lauro de Souza Lima.
Ele também apresentou dados preocupantes. Embora o Estado de São Paulo, atualmente, possua apenas pequenos bolsões com incidência da doença, existem evidências de subnotificação de novos casos, o que dificulta o início do tratamento que evita o alastramento das sequelas da hanseníase. Bauru se insere nesse contexto, segundo Custódio.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Cidade, reconheceu que Bauru pode estar vivenciando esse fenômeno e aceitou a oferta do representante do Ministério da Saúde para que os profissionais da rede municipal que atuam na atenção primária passem por treinamento específico para detecção da hanseníase.
Fonte: Assessoria de Comunicação da CMB
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