Governo do Estado prepara leilões para gestão do lixo a partir de 2026

No segundo semestre de 2026, o Governo do Estado de São Paulo planeja lançar os editais para os primeiros leilões do programa Integra Resíduos, uma iniciativa que tem como foco a melhoria da gestão de resíduos sólidos nas cidades paulistas. Até o momento, 12 consórcios municipais manifestaram interesse em participar do projeto, dos quais três serão selecionados para o ciclo inaugural de leilões.

As empresas vencedoras dos certames serão encarregadas de diversas etapas da gestão de resíduos, incluindo triagem, segregação e transbordo — que é o processo de transferência do lixo dos caminhões compactadores para carretas destinadas aos aterros sanitários. A coleta inicial dos resíduos continuará sendo executada pelos municípios.

A modelagem do programa está programada para ter início em janeiro de 2026, com a expectativa de que os editais sejam publicados em setembro. Audiências públicas e consultas à população estão agendadas para ocorrer ao longo do segundo semestre de 2025.

No último dia 31 de julho, Natália Resende, a secretária da Semil, se reuniu com representantes dos municípios que integram três consórcios: Ceriso (Consórcio de Estudos e Desenvolvimento da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê), Concen (Consórcio de Municípios da Região Central do Estado) e Consimares (Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas). Esses consórcios incluem cidades como São Roque, Itu, Votorantim, Sorocaba, Gavião Peixoto, Presidente Prudente, Campinas, Holambra, Indaiatuba, Hortolândia, Paulínia e Sumaré, somando um total de 54 municípios que geram aproximadamente 4.300 toneladas de lixo diariamente.

Atualmente, São Paulo gera cerca de 40 mil toneladas diárias de resíduos. Dados da Semil revelam que entre os 645 municípios do estado, 105 não possuem um Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS), enquanto 295 ainda não implementaram coleta seletiva.

Conforme informações da pasta, os gastos anuais do estado com resíduos sólidos urbanos atingem R$ 6 bilhões, representando um custo médio anual por habitante de R$ 143,40.