O câncer colorretal é o terceiro tipo mais frequente no Brasil, atrás apenas dos cânceres de mama e próstata, e costuma estar relacionado aos hábitos de vida. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) indicam que, nos últimos cinco anos, foram registradas 81.362 internações por neoplasia colorretal no estado. Desse total, 14,28% correspondem a mais de 11 mil casos em pacientes com menos de 50 anos. Nos primeiros meses deste ano foram registradas 10.505 internações pelo mesmo motivo. Dentre o total, 13,64% correspondem a essa faixa etária.
Para o oncologista Paulo Hoff, diretor técnico da Divisão de Oncologia do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), esse agravante pode se dar pelo sedentarismo predominante, modificações de hábitos, poluição e, provavelmente, modificações na microbiota intestinal.
Comer aquele clássico macarrão instantâneo ou tomar uma “gelada” no fim do expediente pode até parecer inofensivo, mas, quando esses hábitos se tornam excessivos, as consequências não demoram a aparecer. “O consumo constante de industrializados ou ultraprocessados, bem como o abuso de bebidas alcoólicas, pode contribuir para o desenvolvimento de tumores maléficos no trato gastrointestinal”, explica o diretor.
O especialista explica que entre 15% e 30% dos casos têm origem genética. “Os demais estão ligados a fatores ambientais e comportamentais. Frutas e verduras, por exemplo, exercem um efeito protetor, enquanto alimentos ultraprocessados e carnes vermelhas parecem aumentar, ainda que discretamente, o risco”, afirma.
Contudo, esse tipo de tumor pode ser prevenido, uma vez que é possível fazer a remoção dos pólipos (o “estágio inicial” do câncer) por meio de uma colonoscopia. Por isso, os procedimentos preventivos são recomendados a partir dos 45 anos, como informa o Ministério da Saúde. Além do recurso de imagem a cada 10 anos, o exame para identificar sangue oculto nas fezes deve ser realizado ao menos uma vez por ano.
Fonte: Agência SP
dbtv.com.br dbtv









