Entidades denunciam redução da distribuição de alimentos em Gaza

Mais de 200 organizações não governamentais de todo o mundo denunciam a redução, por iniciativa de Israel, de 400 para 4 dos pontos de distribuição de alimentos em Gaza. O alerta foi dado por meio de uma carta divulgada nesta terça-feira (1º). 

A comparação foi feita entre a quantidade atual e a que existia durante o período de cessar-fogo. Segundo informam, a diminuição gerou a concentração de 2 milhões de pessoas em locais de aglomeração insalubre e forte militarização.

Na carta, intitulada Fome extrema ou tiroteio, as entidades ressaltam que, em menos de um mês, mais de 500 palestinos foram assassinados e 4 mil ficaram feridos quando tentavam obter alimento. As organizações destacam, ainda, que militares israelenses e grupos armados têm aberto fogo, respaldados por autoridades de Israel, contra civis desesperados, que arriscam suas vidas para buscam sobreviver. 

O cenário, acrescentam, é de promoção da fome, da inanição e da sede como arma de aniquilamento do povo palestino, deslocamentos forçados e profunda desumanização. As entidades pedem o fim da chamada Fundação Humanitária de Gaza e do bloqueio do governo israelense à ajuda humanitária e de suprimentos e a retomada de mecanismos como os comandados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo as organizações, muitos estão com o corpo tão fraco a ponto de não terem nem condições para entrar nessa disputa por algo e que outros saem com itens insuficientes para poder cozinhar ou sem água potável.

A carta sublinha, ainda, que o combustível também está se esgotando em Gaza e que já afeta serviços essenciais e, portanto, capazes de salvar vidas, como sistemas de fornecimento de água, frota de ambulâncias, hospitais e padarias.

De acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) que analisou dados de novembro de 2023 a abril de 2024, quase 70% das vítimas mortas em Gaza eram crianças e mulheres. Cerca de 80% delas estavam em edifícios residenciais na hora em que foram mortas.

Fonte: Agência Brasil
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