Uma comitiva do Governo do Estado de São Paulo apresenta o projeto do Túnel Santos–Guarujá a investidores da China, Coreia do Sul e Japão durante missão internacional que segue até a próxima sexta-feira (27). A iniciativa busca atrair investimentos de R$ 6,8 bilhões para a obra por meio de uma concessão, além de buscar cooperação técnica e institucional com outros países.
O grupo, liderado pelo secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, partiu em viagem na terça-feira (16) e mostra o projeto e um extenso portfólio de parcerias público-privadas do Estado a novos investidores.
Com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, a passagem subaquática será a primeira imersa do Brasil e ligará as cidades como alternativa rápida à atual travessia de balsa. O projeto prevê três faixas por sentido, ciclovia, passagem para pedestres e uma faixa adaptável ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A agenda inclui reuniões com empresas líderes dos setores de transporte ferroviário, infraestrutura, mobilidade elétrica, telecomunicações e instituições multilaterais de financiamento dos três países asiáticos para ampliar a troca de experiências, uma vez que os países têm modelos consolidados de mobilidade urbana e planejamento territorial.
O projeto da ligação seca prevê um túnel submerso de 870 metros, oferecendo uma alternativa rápida de travessia entre Santos e Guarujá. Atualmente, os usuários dependem principalmente das balsas, que podem levar de 20 minutos a algumas horas, dependendo do tráfego, movimentação no porto e condições climáticas.
A obra, aguardada há décadas pela população da Baixada Santista, passou por alterações em seu edital, que foi republicado no dia 9 de maio e trouxe alterações técnicas e operacionais, além de um reajuste no valor estimado do investimento.
O projeto agora vai custar R$ 840 milhões a mais, passando de R$ 5,96 bilhões para R$ 6,8 bilhões. As alterações aconteceram após consultas do governo estadual ao mercado internacional, durante roadshows realizados na Europa.
Fonte: G1
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