Nesta quinta-feira (08), completam-se três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, exigindo um golpe militar no país, invadiram e depredaram as sedes dos 3 poderes na capital da República.
Para marcar a data, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizará o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”.
A programação do evento inclui roda de conversa com jornalistas, mesa de debate, exibição de documentário e a exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, apresentada no Espaço do Servidor, no STF.
Em Bauru, o ato para relembrar a data ocorrerá em frente à Câmara Municipal, às 17h.
Atos golpistas
Após os resultados da eleição presidencial em 30 de outubro de 2022, foi iniciado um movimento a pedido de um golpe militar, para evitar que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.
O movimento golpista fechou rodovias e organizou acampamentos montados em frente aos quárteis em várias cidades do país.
Na véspera de Natal de 2022, foi considerado como outro ato golpista a implantação de uma bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro; além da invação de uma delegacia da Polícia Federal, após a queima de um ônibus no dia da diplomação do presidente Lula.
Repercussão
Há três anos, os atos golpistas e a depredação das sedes dos três Poderes em Brasília repercutiram em jornais internacionais. Com a condenação de Jair Bolsonaro e mais 7 aliados na ação penal da trama golpista, em setembro do ano passado, o tema voltou a ganhar destaque.
O jornal norte-americano The Washington Post, em matéria publicada na capa de sua versão digital, destacou:
“O Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiu que o ex-presidente tentou reverter derrota nas eleições de 2022 com um plano que incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
O jornal inglês The Guardian também destacou, em sua página principal, o resultado da condenação do ex-presidente brasileiro:
“Ex-presidente de extrema-direita do Brasil Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por planejar um golpe militar e tentar ‘aniquilar’ a democracia do país sul-americano”.
Marco
O professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, Fernando Hideo, afirma não ter dúvidas de que o julgamento dos responsáveis por planejar e executar os atos golpistas culminados em 8 de janeiro de 2023 representa um marco histórico para o país.
“Pela primeira vez, de forma clara e institucional, o Estado brasileiro enfrentou uma tentativa organizada de ruptura democrática. Sem concessões corporativas, sem anistias prévias e sem pactos de esquecimento”, diz o professor.
E completou:
“Mas esse julgamento afirmou algo essencial: a democracia não é apenas um discurso, mas um regime protegido pela Constituição Federal e pelas instituições”.
Com informações da Agência Brasil
Foto: Reprodução










